Pequena História Fotográfica do Banana da Terra

Antes do Galpão ser a Estrutura de Arte Banana da Terra, era a casa incomum de uns loucos e pacatos cidadãos. As camas enfileiradas lembravam uma enfermaria!
Muita gente morou ou pousou ali, de todos os lugares do mundo, alemães principalmente, mas hospedamos peruanos, americanos, franceses, suiços... Este foi um dos nossos cafés da tarde, a cozinha ficava bem no meio do galpão, era circunscrita pelo armário, fogão e uns caixotes de maça que serviam de estante.
A Banana da Terra a princípio era uma estamparia, fazíamos camisas, adesivos, cartazes... De repente tínhamos na mão um espaço para eventos e um veículo de comunicação. A tinta para a impressão dos cartazes era a base de farinha de trigo.
Aquela parede ao fundo e aquele Lula de papai noel!!!
A gente fazia cartaz até de brincadeira, esse foi entregue para todos que vieram ao Woodstock no Galpão. Veja os patrocinadores que colocamos no Cartaz, dois deles eram nossos vizinhos de rua.
Micróbios Afins, banda de metal que se apresentou em quase todas as festas do dia das bruxas, aqui no Kalay Brunsk de 89, esse foi o primeiro deles. O Galpão ainda era apenas uma casa. No detalhe, Jajá (guitarra) e o Quick (ele me enviou a foto!).
Esse adesivo foi feito pela estamparia B. da Terra para divulgar o lançamento da Estrutura de Arte B. da Terra. Servia também como ingresso para o evento (outra imagem enviada pelo Quick)

O GALPÃO É NOSSO!!! Tenho poucas e não boas fotos do dia 21/03/92, o Thyaga tocou e o Fernandinho fez uma participação na flauta. Taí ele ao lado do Carlinhos Linhares que deve ter vindo de BH para esse momento.
Na minha suspeita opinião, esses dois rapazes, também mal fotografados no dia do lançamento (deviam estar todos muito loucos!), foram a alma e as mãos que fizeram o Galpão. Divido com o Marcelo todos os méritos pelas conquistas que fizemos ali. Lembro-me das madrugadas descendo a ladeira do cantinho do céu de bicicleta, um dos dois no quadro segurando um balde de grude e o outro dirigindo e segurando um maço de 100 cartazes. As noites sempre eram longas...
Essa é a melhor foto do lançamento, o barman Anderson depois de todos os 10% que cobrou dos fregueses que atendeu. Valeu Ão!!
Logo em maio fizemos o primeiro show que atrairia a atenção de toda a cidade para a nossa aventura. O Antonioni foi o grande responsável pelos primeiros grandes nomes a pisar o Banana. Jorge Mautner se apresentou em cima de engradados de cerveja, o palco ainda não estava pronto e nem tínhamos camarim... Mas, ainda assim, foi casa Cheia!
O Fu, Frederico Brumano, fez essas fotos que tenho do Jorge Mautner (sempre os amigos fazendo a história com a gente!). Essa foto do Jacobina à frente da logo da Banana da Terra fazia a gente se empolgar com a nossa brincadeira!
Quando completamos dois anos ganhamos um outdoor do Gugu. Como tudo que acontecia no Galpão, nós mesmos o fizemos! Ele ficava bem na entrada da UFV, próximo às 4 pilastras. Parte foi feita de silk, outra parte a mão e repare que a logomarca dos apoiadores e patrocinadores foi acrescentada com xerox A3, e nem ficou tão mal!!!

Era início de 94, vamos comemorar nosso 3º aniversário. O Cartaz denuncia a programação dos dois dias!
E olha o Rock's Aderente no palco. Tui na guitarra, Igor no baixo, Quick no vocal, bolas pretas e amarelas (cores da Banana da Terra) e o belo público da festa!
Mas muito ainda havia por fazer! Essa foto foi num intervalo da construção do camarim e dos banheiros externos. Argeu foi fundamental nesta empreitada e o Marcinho o melhor ajudante de pedreiro que tivemos, ele só cobrava uma cachacinha de 2 em 2 horas!!!
Tivemos umas temporadas de teatro muito importantes no Galpão e também oficinas constantes de teatro. Em 2005 tivemos até uma escola de teatro em parceria com a Prefeitura. A dupla de atores baianos, Roberval e o Arcanjo, realizou oficinas de teatro de sombras, de máscaras e outras. E olhe alguns módulos do palco já em uso!! Viva o Gegeu!
Aqui já existe um pseudo camarim. Na concentração, Fumaça, Juninho, Ubaldo (dentro do box), Pezão, Paulo e o Eto.
A partir de 1995 implementamos várias reformas estruturais no Galpão. Símbolo da nova fase foi a "comanda" aonde se lia: "A perda ou rasura deste implicará no pagamento de seu valor integral: R$ 106,00". A primeira vez que se usava esta cobrança em uma casa noturna da cidade, muita gente tremeu ao receber o papelzinho!!

Alguns lugares, grupos e artistas com os quais a Banana da Terra já trabalhou - clique aqui!

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